A zona leste (em especial sua parte mais periférica) apresenta baixos índices de atividade produtiva, o que explica o caráter urbano de dormitório e a pressão exercida sobre o sistema de transporte. Quais são as condições para o desenvolvimento econômico local, gerando atividades e empregos? Uma das alternativas é intensificar as redes de produção e inovação tecnológica locais.

No recorte do vórtice, existem centenas de oficinas, empresas de serviços e organizações sociais que podem constituir sistemas locais de difusão de conhecimento e cooperação produtiva. Quais são, por exemplo, os segmentos da cadeia industrial implantada pelas Indústrias Matarazzo e a Nitroquímica que permanecem na região? Como se desenha o arco metalúrgico que vai de Mauá (ABC) à Guarulhos? Outras atividades difundidas na área que podem constituir redes produtivas dinâmicas: construção de moradias (resgatando procedimentos construtivos tradicionais, atualizados com novos processos técnicos), reciclagem, sistemas locais de comunicação digital e agenciamentos de produção cultural.

Nossa pesquisa poderia incluir um levantamento das redes produtivas locais, visando projetos multidisciplinares (envolvendo artistas, arquitetos, engenheiros, cientistas) que as ativem e atualizem tecnologicamente. Experimentos que alimentem a formulação de políticas públicas.

Inicialmente seriam promovidos workshops com criadores, técnicos, produtores locais, instituições colaboradoras e empresas. Essas oficinas poderiam ser sediadas nas bibliotecas públicas, nos CEUs ou campus universitários da região. Possíveis parcerias com as universidades, IPT, Fiesp, Ciesp, Fapesp, Fatecs, Sebrae, SESC, SESI e empresas. Realizar em colaboração com o futuro Parque Tecnológico de Itaquera.