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Nelson Brissac apresenta as premissas do ZL Vórtice, na abertura do ZL Camp

O ZL Camp foi um encontro imersivo realizado no Campus Consolação da PUC-SP. Os pesquisadores do projeto ZL Vórtice trabalharam por dois dias na prospecção de possibilidades para criar uma plataforma de mapeamento da região na Zona Leste de São Paulo onde o projeto está sendo desenvolvido. Entre os resultados do primeiro ZL Camp estão:

_uma série de documentos GIS feitos a partir de um recorte do mapa de São Paulo disponível na Plataforma Dados Abertos, isolando a região da Zona Leste e incluíndo algumas camadas de informação.

_uma página de del.ici.ous que organiza as referências colhidas nas etapas iniciais de pesquisa do projeto

_um mapa em Processing que sobrepõe dados CSV com pontôs-de-ônibus da região a um desenho da área com indicação “falsa” dos 3 canteiros que funcionarão como plataformas de pesquisa e trabalho na região do Vórtice.

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Hermano Cintra apresenta o Spotscale, um processo de filmagem e renderização que cria modelos 3D de prédios: o site do projeto descreve a tecnologia como “ideal para exibição em tablets e dispositivos handheld”.

Apesar do foco nestes dois softwares, o ZL Camp também foi um momento de pesquisar o escopo de possibilidades existentes para lidar com a exibição visual de dados geolocalizados. Outra experiência feita foi o uso do Eclipse. O software apresenta uma vantagem: o Java permite mais flexibilidade para trabalhar com a tecnologia. O procedimento para usar a biblioteca Unfolding Maps no Eclipse está explicado em http://unfoldingmaps.org/tutorials/getting-started-in-eclipse.html.

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Vários dos pesquisadores do ZL Vórtice participaram do ZL Camp, divididos em dois grupos de trabalho: um núcleo de QGIS que criou um recorte da área do projeto a partir do shapefile disponível na plataforma dados abertos e um núcleo de Processing que usou a biblioteca Unfolding Maps para criar uma visualização da área do projeto

Outras alternativas para publicação na Web são o OpenLayers, que permite facilmente a publicação de um mapa interativo em sites, e também o GeoNetwork, utilizado para disponibilizar mapas com grande volume de dados e metadados na Web. O Governo já utiliza esta tecnologia para disponibilizar informações do IBGE e INDE (Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais):
http://www.metadados.geo.ibge.gov.br/geonetwork_ibge/srv/por/main.home
http://www.metadados.inde.gov.br/geonetwork/srv/por/main.home.

Como o projeto ZL Vórtice abrange várias possibilidades tecnológicas para apresentar os mapas que vai desenvolver (Web, Desktop, Mobile), torna-se fundamental pensar também nas formas de armazenamento e tratamento dos dados coletados. Os dados tem uma vida mais longa em relação aos sistemas, normalmente eles “são úteis” por varias versões e para sistemas diferentes. A coleta e armazenamento adequado dos dados permite criar diferentes interfaces para exibi-los, além de relacionar informações que podem parecer desconexas à primeira vista, utilizando técnicas de Datamining e Big Data. Estas técnicas permitem extrair informações e relacionamento entre dados originários de diferentes sistemas, identificando comportamentos e prevendo tendências pela análise de dados históricos e atuais.

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SESC visita o ZL Camp: uma das programadoras da unidade Itaquera acompanhou parte das atividades desenvolvidas durante o final-de-semana

Apesar deste tema não ter sido explorado de forma mais sistemática no primeiro ZL Camp, surgiu entre os temas de pesquisa a serem aprofundados as formas de integração entre diferentes bases de dados. Uma opção para a manipulação de dados é o GeoServer, que tem várias soluções integradas com ferramentas do GeoTools. Para inserção de dados baseados em geolocalização, é possível utilizar um aplicativo Android para que seja considerada a localização do usuário. O AppInventor permite criar um aplicativo deste tipo com certa facilidade.

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