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Foi realizada a primeira oficina de treinamento em moldagem de concreto no canteiro do Cotovelo, Jardim Pantanal. A oficina foi conduzida pelo Prof Rafael Pileggi e alunos do Laboratório de Microestrutura e Ecoeficiência de Materiais da Poli-USP, com a presença da artista Regina Silveira. Participaram moradores da comunidade, mobilizados pela AMOJAP.

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Objetivo é produzir no local o piso intertravado para espaços públicos, concebidos e desenhados por Regina Silveira com projeto técnico e coordenação do LME. A oficina de moldagem consistiu em preparar a mistura cimentícia na consistência correta e colocá-la na forma. A seguir, preparar o composto com pigmento e assentar, na proporção e tempo adequados, a camada sobre o concreto.

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O prefeito regional de São Miguel Paulista, Edson Marques, acompanhou os trabalhos. Também estiveram presentes Anne Marie Sumner, profa da Faculdade de Arquitetura do Mackenzie e Eduardo Ono, da Unifesp.

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Anúncios

IMG_2685.JPGFoi realizado o primeiro workshop do projeto ZL Vórtice no Canteiro do Cotovelo. O experimento serviu para o FabLab SP, da FAUUSP, testar a montagem das formas das calçadas drenantes pelos moradores. Foram trazidos três kits desmontados de modelos de formas e apresentado um manual de montagem. O teste serviu para avaliar a eficiência do manual e do processo de trabalho proposto, incorporando as sugestões feitas pelos participantes.

IMG_2574.JPGParticiparam os arquitetos Paulo Fonseca, Eduardo Lopes e Daniella Yamana, além de alunos da FAUUSP; Nequinha (Canteiro), Reginaldo e Bola (AMOJAP), Rose (Pesqueiro), Soró (Água Vermelha) e outros moradores. Eduardo Ono, da Unifesp, gravou depoimentos para posterior avaliação dos procedimentos.

 

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No dia 10/05 foi realizada uma visita de campo à trecho do cinturão meândrico do Tietê, na altura do Jardim Pantanal. Foram percorridas áreas do Cotovelo, Pesqueiro e Água Vermelha. O trecho é composto por zonas de contribuição direta, cercadas pelas bacias hidrográficas dos córregos de São Martinho e Água Vermelha. A visita serviu para preparar os levantamentos técnicos e o diagnóstico hidro-geomorfológico da área.

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Participaram os engenheiros Luiz Orsini Yazaki e Guilherme Castagna e os arquiteto(a)s Anna Dietzsch, André Paoliello e Ligia Pinheiro e vários assistentes. Eles foram acompanhados por Reginaldo, Bola, Rose, Sonia e outros diretores da AMOJAP, a Associação dos Moradores do Jardim Pantanal.

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Dia 10/05 – Visita de campo – Cinturão Meândrico
Canteiro do Cotovelo, Pesqueiro e Água Vermelha (Jardim Pantanal)
Luiz Orsini, Anna Dietzsch, G. Castagna, André Paoliello, Ligia Pinheiro
Contenção e tratamento de esgoto para as lagoas do canteiro
Levantamentos técnicos e diagnóstico hidro-geomorfológico

Dia 19/05 – Canteiro do Cotovelo – 10 h
Projeto calçadas drenantes – FabLab SP FAUUSP                           
Paulo Fonseca, Eduardo Lopes, Daniella Yamana
Apresentação dos processos de modelagem digital e prototipagem
Montagem de fôrma (protótipo). Oficina: produção de módulo-teste
Apresentação da proposta para o canteiro

Dia 26/05 – Canteiro do Cotovelo – 10 h                                     
Projeto Nossa Calçada – LME Poli USP

Regina Silveira e Rafael Pileggi  –  projetos artístico e técnico
Desenho das fôrmas, composição do material e pigmentação
Oficina de moldagem
Monitoramento do rio e da qualidade da água – LabTIDD PUC
Marcus Bastos e Fernando Velazquez
Apresentação dos sistemas de sensores e propostas de instalação

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Anna Dietzsch – Máquina drenante – lagoa de retenção, reuso de entulho e tratamento de esgoto. Demarcação das duas lagoas existentes com a reconstrução de suas bordas/margens, usando blocos articulados, gabiões e plantio. Visa a preservação e ativação do meandro (lagoas) como dispositivo de contenção de enchentes. Reutilização de resíduos de construção para fabricação dos elementos construtivos. Tratamento do esgoto doméstico através de sistema “wetland”. Fabricação e instalação de protótipo na beirada de uma das lagoas, conectado a casas existentes.

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Paulo Fonseca – Laboratório de Fabricação Digital da FAU-USP. Módulos pré-fabricados para drenagem de águas pluviais (calçadas drenantes). Sistema de calçadas drenantes, com galeria para escoamento de água pluvial e tubulações para esgoto, composto por moldes pré-fabricados em concreto.  As fôrmas são modeladas e executadas a partir de processo de fabricação digital. Estrutura arquitetônica suspensa sobre pilares, para facilitar a convivência com enchentes. Será implantado um trecho da calçada, partindo da edificação até uma das lagoas.

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Regina Silveira – Nossa calçada – Laboratório de Microestrutura e Ecoeficiência Poli-USP – Prof. Rafael Pileggi. Calçada desenhada em conjunto com as comunidades e fabricada no local. Os elementos modulares coloridos formam palavras e imagens, configurando a identidade de cada bairro. Uso de piso intertravado em concreto, permeável e colorido, que permita a fabricação e a manutenção do calçamento pelas próprias comunidades. Construção de um modelo de espaço público, com mobiliário urbano.

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Robert de Paauw – Reconformação topográfica – Valas e calhas para escoamento pluvial. Protótipo de sistema de escoamento de água pluvial. A proposta visa trabalhar a área para achar os caminhos da água, integrando as soluções de drenagem com a paisagem e o uso. A condução da água de chuva se faz através de valas drenantes, resultantes da re-conformação topográfica, e com queda em direção ao rio. As valas são preenchidas com brita proveniente da reciclagem de resíduos de demolição de construções. Para mais info, ver: https://zlvortice.wordpress.com/

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O canteiro ZL Vórtice está sendo instalado no Jardim Pantanal, na várzea do Tietê, num grande terreno mantido pelos moradores. A área acompanha uma curva do rio, num desenho que ainda apresenta o comportamento do meandro, com duas lagoas. O terreno é em parte aterrado, elevado com relação ao rio, e em parte fica praticamente ao nível d`água, mantendo as características originais da várzea, com trechos inundáveis. As diferentes topografias favorecem a experimentação, a instalação de dispositivos alternativos de escoamento ou contenção de águas.

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A proposta é apresentar ali os protótipos do projeto ZL Vórtice. O canteiro funcionará como um espaço de experimentação e formação dos laboratórios que estão dando suporte técnico para o desenvolvimento dos projetos. Um posto avançado de investigação numa área crítica, um laboratório de campo, permitindo que a pesquisa e a experimentação de materiais, tecnologias e procedimentos construtivos sejam feitas diretamente nas condições da várzea. Uma unidade de produção será instalada ali, de modo que todos os elementos modulares que compõem os projetos sejam fabricados no local, pelos moradores.

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Como é configurado o terreno do canteiro? A hipótese inicial é que se trata de um meandro abandonado, fortemente impactado pela extração de areia das lagoas. Uma estrutura topográfica e hidrológica complexa, resultante do comportamento dinâmico do rio. Pesquisas geomorfológicas estão sendo feitas para determinar as características da área e sua inserção no sistema fluvial. O terreno é resultado da luta dos moradores, em particular o Nequinha e a Amojap, por um espaço comunitário, contra as tendências desagregadoras da ocupação desordenada e do crime. Mas o aterramento e a contaminação por esgoto são evidentes, podendo logo destruir o meandro.

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